No episódio 110 do AmplificaCast, Eric Klein recebe Rafael Costa, Diretor Comercial, Acesso ao Mercado, Marketing e Alianças Estratégicas na BIOMM, para uma conversa profunda sobre acesso ao mercado farmacêutico e os bastidores estratégicos que sustentam decisões em um setor altamente regulado. Muito além de vendas ou marketing tradicional, o episódio revela como ciência, políticas públicas, ética e comunicação se conectam para garantir que medicamentos cheguem a quem realmente precisa.
Para líderes de marketing, comercial e negócios, o conteúdo traz aprendizados aplicáveis sobre posicionamento em ambientes complexos, construção de reputação e geração de valor em cadeias decisórias múltiplas.
Acesso ao mercado farmacêutico começa antes da venda
Um erro comum ao falar de acesso ao mercado farmacêutico é reduzir o conceito à negociação com o governo ou à entrada de um produto no SUS. A conversa deixa claro que o acesso começa muito antes disso.
Ele nasce na compreensão profunda da jornada do paciente, passa pela geração de evidência científica robusta, envolve relacionamento com stakeholders estratégicos e só então se traduz em execução comercial.
Rafael explica que o ambiente regulatório não é um obstáculo a ser driblado, mas uma estrutura que organiza o jogo. Existe regulamentação da Anvisa, existem diretrizes do Ministério da Saúde, há protocolos médicos e há critérios de custo-efetividade. Ignorar qualquer uma dessas camadas compromete o acesso ao mercado farmacêutico de forma estrutural.
O grande diferencial está em saber conectar esses interesses em uma narrativa coerente e sustentável.
Comunicação baseada em evidência como pilar estratégico
Se há um ponto central na conversa, é a importância da comunicação sustentada por ciência. Em acesso ao mercado farmacêutico, não existe espaço para discurso vazio.
O médico precisa de dados clínicos consistentes.
O governo exige sustentabilidade econômica.
O paciente quer segurança e qualidade de vida.
O sistema precisa de previsibilidade de fornecimento.
Isso significa que comunicação, nesse contexto, não é publicidade, é educação estruturada.
Rafael reforça que traduzir ciência em valor é uma competência essencial. Não se trata apenas de explicar o mecanismo de ação, mas de demonstrar o impacto real na jornada do paciente e no sistema de saúde como um todo.
Para decisores de marketing B2B, esse é um insight poderoso: quanto mais complexo o mercado, mais estratégica deve ser a comunicação.
Políticas públicas como motor de acesso ao mercado farmacêutico
Um dos trechos mais relevantes do episódio é quando Rafael detalha os projetos de PDP e transferência de tecnologia. Aqui, o acesso ao mercado farmacêutico ganha uma dimensão macroeconômica.
Não é apenas sobre vender um medicamento. É sobre fortalecer o parque fabril nacional, reduzir dependência de importação, garantir abastecimento contínuo e gerar conhecimento local em biotecnologia.
Ao explicar a produção nacional de insulina glargina e as parcerias com instituições públicas, ele mostra que acesso envolve estratégia de longo prazo. São projetos que duram anos e exigem articulação entre setor privado, governo e órgãos reguladores.
Para líderes empresariais, o aprendizado é claro: mercados complexos exigem visão sistêmica. Crescimento sustentável acontece raramente por ações isoladas. Ele nasce de ecossistemas bem construídos.
Liderança em ambientes regulados exige maturidade
Outro ponto importante da conversa é o desenvolvimento de liderança. Rafael iniciou sua carreira na bancada, migrou para vendas e construiu trajetória até a diretoria. Esse movimento revela algo essencial para quem deseja atuar com acesso ao mercado farmacêutico: conhecimento técnico é importante, mas habilidade relacional é decisiva.
Ele destaca três pilares que sustentam a reputação profissional: confiança, transparência e consistência.
Sem confiança, não há negociação sustentável.
Sem transparência, não há credibilidade.
Sem consistência, não há longevidade.
Em mercados regulados, reputação é ativo estratégico. E reputação é construída no detalhe, na coerência entre discurso e prática.
Para executivos que lideram times comerciais ou de marketing, isso reforça a importância de desenvolver soft skills, escuta ativa e capacidade de articulação entre áreas.
Educação como estratégia de longo prazo
Ao falar sobre diabetes, conscientização e programas de apoio a pacientes, o episódio reforça que o acesso ao mercado farmacêutico também passa por educação.
A informação correta impacta a adesão ao tratamento.
A adesão impacta o desfecho clínico.
O desfecho clínico impacta a sustentabilidade do sistema.
É um ciclo.
Quando a indústria investe em educação e programas estruturados, ela não está apenas comunicando marca. Está fortalecendo o próprio ecossistema que viabiliza o acesso.
Esse raciocínio pode ser aplicado em outros setores. Empresas que educam o mercado reduzem fricção comercial, aumentam a maturidade do cliente e aceleram decisões estratégicas.
Educação é posicionamento, diferenciação e construção de autoridade.
O papel do propósito no acesso ao mercado farmacêutico
Um momento marcante da conversa acontece quando Rafael compartilha experiências pessoais com diabetes na família. Esse ponto humaniza o debate e reforça que o acesso ao mercado farmacêutico não é apenas estratégia corporativa, é impacto real na vida das pessoas.
Mas ele também deixa claro que propósito não substitui processo.
Paixão é importante, mas método é indispensável.
E a ética? Essa é inegociável.
Essa combinação é o que sustenta decisões complexas e negociações de longo prazo.
Para líderes, a lição é direta: empresas que desejam atuar em setores críticos precisam alinhar propósito com governança. O discurso só se sustenta quando a execução acompanha.
O que decisores podem aplicar no próprio negócio
Mesmo que sua empresa não esteja na indústria farmacêutica, o conceito de acesso ao mercado farmacêutico traz aprendizados valiosos.
Primeiro: entenda profundamente a cadeia de decisão do seu mercado.
Segundo: construa narrativa baseada em dados e não apenas em promessa.
Terceiro: alinhe stakeholders antes de comunicar externamente.
Quarto: trate reputação como ativo estratégico.
Mercados complexos não toleram improviso.
Eles exigem planejamento, consistência e visão de longo prazo.
Executivos que compreendem isso constroem marcas mais resilientes e negócios mais sustentáveis.
Acesso ao mercado farmacêutico como diferencial competitivo
À medida que o setor de saúde evolui, com novas tecnologias como GLP-1, biossimilares e biotecnologia avançada, o acesso ao mercado farmacêutico se torna ainda mais estratégico.
Não basta desenvolver inovação, é preciso viabilizar acesso.
Não basta ter tecnologia, é preciso conectá-la a políticas públicas, regulação e sustentabilidade.
Empresas que dominam essa integração saem na frente.
Comunicação estratégica, ciência sólida e visão sistêmica são os pilares que sustentam o crescimento em mercados regulados.
Quer aprofundar sua visão sobre acesso ao mercado farmacêutico?
Assista ao episódio 110 do AmplificaCast com Rafael Costa e entenda, na prática, como funciona o acesso ao mercado farmacêutico em um dos setores mais estratégicos da economia. Se você é decisor de marketing, comercial ou liderança executiva e busca ampliar sua visão sobre estratégia, regulação e posicionamento, este episódio é essencial.
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