No episódio 103 do AmplificaCast, Eric Klein conversa com Roberto Del Grande, Co-Founder e CEO da Me Reserve Bem-Estar, sobre como a saúde corporativa pode transformar não apenas os resultados de uma empresa, mas também a vida das pessoas que a constroem todos os dias.
Roberto compartilhou sua trajetória, os aprendizados como empreendedor e as reflexões sobre cultura organizacional, tecnologia e propósito. Mais do que falar de metas e performance, ele defende que empresas modernas precisam cuidar do bem-estar físico, mental e social de seus colaboradores para prosperarem de forma sustentável.
Saúde corporativa como estratégia de negócio
A primeira provocação do episódio é clara: será que as empresas estão de fato olhando para a saúde corporativa como parte da sua estratégia?
Segundo Roberto, ainda é comum ver líderes preocupados apenas com números e entregas. Porém, a realidade mostra que colaboradores cansados, ansiosos ou emocionalmente abalados produzem menos e acabam impactando diretamente nos resultados da empresa.
Ele cita um dado importante: cada R$ 1 investido em bem-estar gera um retorno médio de R$ 3,27 em produtividade, representando um aumento superior a 32%. Esse ROI demonstra que cuidar de pessoas é também cuidar do negócio. Além disso, empresas que implementam programas de saúde corporativa conseguem reter até 45% mais talentos, evitando custos altos com turnover e mantendo equipes engajadas.
Ou seja, investir em saúde corporativa não é custo: é investimento estratégico.
A jornada de Roberto: propósito e resiliência
Antes de fundar a Me Reserve Bem-Estar, Roberto viveu experiências em diferentes setores: começou como bancário, atuou em cartório e chegou ao universo das grandes agências de publicidade em Porto Alegre e São Paulo. Foi nesse ambiente de pressão e prazos curtos que ele desenvolveu a habilidade de gestão de projetos e liderança de equipes multidisciplinares.
Mas, mesmo em ambientes competitivos, Roberto nunca abriu mão do propósito de ajudar pessoas. Esse olhar humano o acompanhou em cada etapa da carreira e se tornou a base da Me Reserve.
Ele também compartilha os desafios do empreendedorismo. Para começar o negócio, abriu mão de bens pessoais e investiu recursos próprios, acreditando que a saúde corporativa é um tema que precisa ganhar espaço no Brasil. A resiliência foi fundamental para atravessar momentos de incerteza e continuar acreditando no impacto positivo que poderia gerar.
Cultura organizacional e pertencimento
Durante a conversa, Roberto destacou que muitas empresas confundem cultura com frases bonitas na parede. Para ele, a verdadeira cultura organizacional só existe quando é vivida diariamente por líderes e colaboradores.
Nesse cenário, a saúde corporativa se torna um pilar essencial. Um ambiente saudável permite que o colaborador se sinta parte do processo, com senso de pertencimento e autonomia para contribuir. Quando as pessoas percebem que sua saúde física e mental é prioridade, o engajamento aumenta naturalmente.
Ele ressalta que trazer o funcionário para dentro do processo é uma forma poderosa de engajamento. Quando não há esse alinhamento, o risco é ter equipes desmotivadas, rotatividade alta e baixa produtividade.
Tecnologia a favor da saúde corporativa
Outro ponto importante do episódio foi o papel da tecnologia. A Me Reserve Bem-Estar utiliza metodologias próprias, dashboards e inteligência artificial preditiva para monitorar indicadores de saúde física, mental e social.
Essa abordagem permite que o RH mapeie riscos psicossociais, como burnout, assédio, sobrecarga de trabalho ou isolamento, antes que se tornem problemas graves.
Com relatórios claros e objetivos, os líderes podem tomar decisões baseadas em dados para criar programas mais eficazes de saúde corporativa. Roberto lembra que cada empresa é única e precisa de um diagnóstico personalizado, não existe “copia e cola” quando o assunto é cuidar de pessoas.
Empreender com impacto humano
No episódio, Roberto compartilha reflexões valiosas sobre sua jornada empreendedora. Ele acredita que empreender com impacto humano exige resiliência, propósito e coragem para tomar decisões difíceis.
Para ele, empreender com impacto significa persistir diante das incertezas, escolher sócios e parceiros com cuidado, tomar decisões guiadas por propósito e transformar crises em aprendizado.
Esse mindset ajudou a transformar desafios em oportunidades e a manter a convicção de que investir em saúde corporativa é um caminho de longo prazo para empresas que querem crescer de forma sólida.
O futuro da saúde corporativa no Brasil
Um tema de destaque no episódio foi a atualização da NR1, normativa que obriga empresas a mapear riscos psicossociais. Isso coloca a saúde corporativa no centro das discussões de gestão e exige que empresas passem a olhar de forma mais estratégica para o bem-estar dos colaboradores.
Além disso, dados da OMS mostram que o Brasil é o segundo país com mais casos de burnout no mundo e o primeiro em ansiedade. Esses números reforçam a urgência de criar ambientes de trabalho mais saudáveis, que promovam equilíbrio entre metas e qualidade de vida.
Roberto acredita que, nos próximos anos, empresas que não adotarem práticas consistentes de saúde corporativa ficarão para trás, tanto em produtividade quanto em reputação no mercado.
Quer aplicar saúde corporativa na sua empresa?
O episódio 103 do AmplificaCast deixa uma mensagem clara: a saúde corporativa não é mais opcional, é essencial.
Empresas que cuidam de suas pessoas constroem culturas mais fortes, retêm talentos, reduzem custos e ainda aumentam a performance. Mais do que uma tendência, é uma necessidade estratégica para o futuro dos negócios.
Assista agora ao Ep103 do AmplificaCast, com Roberto Del Grande e descubra como a saúde corporativa pode transformar não só sua empresa, mas também a vida de todos que fazem parte dela.
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