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#Ep114 Como gerar impacto na sociedade, com Jonatan das ONG’s

No episódio 114 do AmplificaCast, Eric Klein recebe Jonatan das ONG’s, consultor no terceiro setor, para uma conversa profunda sobre impacto e sobre como projetos sociais precisam unir propósito, gestão e estratégia para transformar realidades. Logo nos primeiros minutos do episódio, fica claro que a discussão não gira apenas em torno de boa vontade, mas da capacidade de estruturar iniciativas sociais com profissionalismo, consistência e visão de longo prazo.

O impacto começa pelo amor à causa

Um dos pontos mais fortes da conversa aparece quando Jonatan afirma que a primeira coisa para abrir uma entidade social é amar o ser humano. Essa frase resume muito bem o espírito do episódio.

Para ele, não existe impacto verdadeiro sem envolvimento real com a causa. Quem atua no terceiro setor lida com pessoas em momentos difíceis, muitas vezes em situações de vulnerabilidade, dor, ausência de oportunidades e fragilidade emocional. Por isso, a motivação não pode ser apenas burocrática ou financeira.

Jonatan reforça que uma organização social nasce de uma responsabilidade muito grande. Ela não entrega apenas um serviço. Ela entrega possibilidade de mudança. Ela abre caminhos para crianças, jovens, adultos, idosos, mulheres, famílias, animais e comunidades inteiras.

Esse olhar é essencial porque humaniza o terceiro setor. Antes de qualquer CNPJ, estatuto ou projeto, existe uma causa. E, antes da causa, existe gente.

Boa vontade não basta para gerar impacto

Durante o episódio, Jonatan traz uma provocação importante: boa vontade não é sinônimo de transformação de comunidade.

Essa frase deveria ser repetida por qualquer pessoa que deseja criar ou apoiar um projeto social. Muitas iniciativas nascem com intenção genuína, mas acabam não avançando porque faltam estrutura, planejamento, documentação, governança e capacidade de gestão.

O impacto social exige método.

É comum ver pessoas que começam distribuindo cestas básicas, organizando ações pontuais ou ajudando famílias em situações emergenciais. Esse início é importante, mas, para que o projeto cresça, ele precisa deixar de depender apenas do esforço individual e passar a funcionar como uma organização.

Jonatan explica que muitas entidades sociais fecham ou ficam inativas não por falta de vontade, mas por falta de preparo. E esse é um ponto central da conversa: o terceiro setor precisa ser tratado com seriedade, como uma estrutura que exige gestão.

O terceiro setor também precisa de estratégia

Um dos grandes aprendizados do episódio é que projetos sociais precisam ser administrados com a mesma responsabilidade de uma empresa.

Isso não significa perder o propósito. Pelo contrário. Significa proteger o propósito.

Quando uma organização social não tem planejamento, não controla recursos, não registra decisões e não estrutura suas atividades, ela corre o risco de desperdiçar oportunidades e comprometer sua própria continuidade.

Jonatan explica que o primeiro ano de uma organização social costuma ser o “deserto” da instituição. É o período em que a entidade ainda está se estruturando, buscando apoio privado, criando presença, organizando documentação e entendendo como funcionará na prática.

Esse primeiro ciclo exige persistência. Exige tempo. Exige dedicação. E, principalmente, exige clareza sobre o impacto que se deseja gerar.

Organização social ou desorganização social?

Um dos momentos mais diretos da conversa acontece quando Jonatan fala sobre a diferença entre organização social e desorganização social.

A provocação é forte, mas necessária.

Existem projetos com causas lindas, líderes dedicados e histórias emocionantes. Ainda assim, muitos não conseguem receber recursos públicos ou privados porque não estão preparados para isso.

Falta estatuto bem construído. Falta conta bancária da pessoa jurídica. Falta prestação de contas. Falta planejamento anual. Falta registro de atividades. Falta clareza sobre a causa, o público atendido e o resultado esperado.

Sem essa estrutura, o impacto fica limitado.

Para empresas, doadores e parceiros, isso também é um alerta. Apoiar uma causa exige olhar não apenas para a intenção, mas para a capacidade de execução. Projetos sociais precisam demonstrar que conseguem transformar o recurso recebido em atividade, resultado e prestação de contas.

A importância da capacitação no terceiro setor

Jonatan conta que sua atuação ganhou força quando percebeu que muitos líderes sociais precisavam ser potencializados. E a principal forma de fazer isso era levando conhecimento.

A capacitação aparece no episódio como uma ferramenta de transformação. Não apenas para quem é atendido pelos projetos, mas também para quem lidera esses projetos.

Um líder social precisa entender sua causa, saber apresentar seu projeto, conhecer caminhos de captação, organizar documentos, planejar ações e estruturar sua comunicação. Sem isso, fica muito difícil sustentar o trabalho.

Esse ponto conversa muito com o universo de negócios. Assim como uma empresa precisa desenvolver seus líderes, uma organização social também precisa preparar quem está à frente da operação. O impacto cresce quando a liderança cresce.

Por isso, iniciativas como o Colab Social, o Café com Projetos e a Federação do Terceiro Setor aparecem como caminhos relevantes para fortalecer organizações e ampliar sua capacidade de atuação.

O marketing também gera impacto social

Um ponto muito interessante da conversa é quando Eric e Jonatan falam sobre a importância da comunicação para projetos sociais.

Muitas organizações fazem trabalhos incríveis, mas quase ninguém sabe. E, se ninguém sabe, fica mais difícil atrair voluntários, parceiros, doadores e empresas interessadas em apoiar.

O marketing, nesse contexto, não é vaidade. É ferramenta de impacto.

Uma organização social precisa ter identidade, presença digital, redes sociais ativas, site, materiais claros e campanhas bem estruturadas. Precisa mostrar o que faz, quem atende, quais resultados gera e como as pessoas podem contribuir.

Essa visibilidade aumenta confiança. E confiança é essencial para captação de recursos.

Para o ICP da Amplifica Digital, esse ponto é especialmente relevante. Empresas que desejam apoiar causas sociais também precisam encontrar projetos confiáveis, bem apresentados e com clareza sobre sua atuação. A comunicação encurta esse caminho.

Captação de recursos exige preparo

Durante o episódio, Jonatan explica que uma organização social precisa trabalhar com duas pernas: recurso privado e recurso público.

A metáfora é simples e poderosa. Se uma perna fica muito mais fraca que a outra, a organização perde equilíbrio.

O recurso privado pode vir de empresas, pessoas físicas, apoiadores, campanhas, redes sociais e doações recorrentes. Já o recurso público pode vir por meio de editais, chamamentos, emendas, parcerias e certificações.

Mas nada disso acontece de forma sustentável se a organização não estiver preparada.

Depois de um ano de existência ativa, Jonatan recomenda buscar o primeiro certificado municipal. Depois de dois anos, caminhos estaduais. Depois de três, possibilidades federais. Mas ele deixa claro: não basta ter tempo de CNPJ. É preciso comprovar atividade, organização e relevância.

O impacto precisa ser demonstrado.

O risco de depender de uma única fonte

Um dos relatos mais marcantes do episódio é a história de uma organização que atendia 1.700 crianças e tinha 84 funcionários, mas acabou fechando após problemas de prestação de contas.

O caso mostra como o terceiro setor pode ser vulnerável quando depende de uma única fonte de recurso e não possui estrutura suficiente para lidar com exigências legais e administrativas.

A organização tinha relevância, atendia muitas famílias e gerava impacto real. Mas, por falhas de adequação e gestão, perdeu o convênio e encerrou suas atividades.

Esse exemplo reforça uma das principais mensagens do episódio: não basta fazer o bem. É preciso saber sustentar o bem.

Gestão não é burocracia vazia. Gestão é o que permite que o projeto continue existindo, atendendo pessoas e transformando comunidades.

O terceiro setor como braço da sociedade

Jonatan defende que o terceiro setor deve ser visto como um braço importante do Estado e da sociedade. E esse ponto é essencial.

Muitas políticas públicas, serviços comunitários, atendimentos educacionais, culturais, assistenciais e até de saúde dependem da atuação de organizações sociais. Em muitos territórios, são essas entidades que chegam onde o poder público não consegue chegar com velocidade ou profundidade.

Isso torna o terceiro setor indispensável.

Quando uma organização social funciona bem, ela não beneficia apenas o público atendido diretamente. Ela reduz vulnerabilidades, fortalece comunidades, apoia famílias, cria oportunidades e amplia o alcance de políticas públicas.

Esse é o verdadeiro impacto social: uma transformação que ultrapassa o indivíduo e alcança o território.

Empresas também podem participar da transformação

O episódio também deixa um convite claro para empresas. Apoiar projetos sociais não precisa ser apenas filantropia pontual. Pode ser uma decisão estratégica de responsabilidade social.

Jonatan lembra que empresas podem direcionar impostos para projetos sociais por meio de legislações específicas. Isso significa que parte do valor que já seria pago pode ser direcionado para iniciativas capazes de transformar territórios.

Para marcas, isso gera valor institucional, fortalece reputação e conecta o negócio a uma agenda de responsabilidade real. Mas, mais importante que isso, gera impacto concreto na vida das pessoas.

Empresas que desejam atuar com propósito precisam olhar para o terceiro setor como parceiro estratégico. Não como favor. Não como ação isolada de fim de ano. Mas como uma forma contínua de contribuir com a sociedade.

O papel da Amplifica Digital nessa jornada

Um dos momentos mais importantes do episódio é quando Eric anuncia que a Amplifica Digital passará a apoiar formalmente os projetos ligados ao Jonatan.

Esse movimento mostra que o AmplificaCast não se limita a falar sobre carreira, marketing ou negócios. Ele também abre espaço para conversas sobre responsabilidade, propósito e transformação social.

Ao apoiar iniciativas como essa, a Amplifica Digital reforça uma visão importante: empresas também podem usar sua estrutura, comunicação e influência para gerar impacto positivo.

E esse é um recado poderoso para outras organizações. Nem toda contribuição precisa começar com grandes investimentos. Às vezes, começa com visibilidade, conexão, conhecimento, mentoria, divulgação ou acesso a uma rede.

O importante é começar.

Gestão e propósito precisam andar juntos

A grande mensagem do episódio 114 é que propósito e gestão não são opostos. Eles precisam caminhar juntos.

Propósito sem gestão pode se perder no caminho. Gestão sem propósito perde alma. Mas quando os dois se encontram, o terceiro setor ganha força para transformar realidades de forma consistente.

Jonatan representa muito bem essa união. Ele fala com paixão sobre pessoas, mas também fala com clareza sobre estatuto, certificações, planejamento, captação, prestação de contas e governança.

Essa combinação é o que permite sair da intenção e chegar ao resultado.

É isso que transforma boa vontade em impacto.

Quer entender como gerar impacto na sociedade?

Assista agora ao episódio 114 do AmplificaCast com Jonatan das ONG’s e conheça uma conversa inspiradora sobre terceiro setor, projetos sociais, gestão, captação de recursos e transformação humana. Se você lidera uma empresa, atua em uma organização social ou deseja apoiar causas com mais consciência, este episódio mostra que gerar impacto exige amor, estratégia e compromisso real com a mudança.

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