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#Ep118 Talentos e carreira na era da IA, com Marina Soares e Renata Rosendo

Se você é executivo, gestor ou está tentando evoluir na carreira, e sente que trabalha muito mas não necessariamente no que é melhor, este episódio foi feito para você.

Marina Soares é fundadora da Casa da Liderança e tem mais de 25 anos de experiência em desenvolvimento humano e organizacional. Renata Rosendo é consultora executiva e Coach certificada pela Gallup, com trajetória igualmente longa no mercado corporativo. Juntas, elas ajudam executivos e empresas a identificar talentos naturais e transformar esse autoconhecimento em performance real.

No EP118 do AmplificaCast, as duas abriram o jogo sobre pontos fortes, vulnerabilidade, liderança autêntica e o que realmente vai diferenciar profissionais no mundo dominado pela IA.


A parceria que começou 13 anos atrás

Marina e Renata se conheceram dentro de uma empresa, foi a Marina quem trouxe Renata de Belo Horizonte para São Paulo. Treze anos depois, as duas construíram uma parceria formal na Casa da Liderança, voltada para profissionalização de gestão em empresas familiares, societárias e executivos em transição de carreira.

Renata veio do mercado corporativo. Por anos atuou como executiva dentro de grandes empresas, em posições de liderança e gestão de pessoas. Marina, por outro lado, já nasceu vendedora, como ela mesma diz, “vendi bombom na escola”. O empreendedorismo veio cedo para ela. Para Renata, foi uma escolha mais recente, cheia de aprendizados.

O principal? Você vai ter que fazer um pouco de tudo, e nem sempre vai ser bom em tudo. Mas quando você se conhece, você sabe onde pode confiar em si mesmo.


O padrão que sufoca líderes

Uma das maiores barreiras que a Casa da Liderança encontra com executivos é simples e antigo: o medo de parecer fraco.

“Grandes líderes sentem que têm uma responsabilidade moral com o progresso das pessoas que trabalham com eles. E demonstrar insegurança, colocar limites, falar sobre o que incomoda, eles enxergam como fraqueza”, explica Marina.

Esse padrão é especialmente visível em mulheres executivas. A autocrítica excessiva, a necessidade de ter o cenário perfeito antes de se expor, a comparação constante com outras mulheres. Marina foi direta: esse cenário perfeito nunca vai existir. E esperar por ele é uma forma de não agir.

O caminho para uma liderança autêntica, segundo Brené Brown, cuja obra Marina cita no episódio, passa pela vulnerabilidade. Não como fraqueza, mas como pré-requisito da coragem. Vulnerabilidade é a capacidade de aguentar o risco, as incertezas e a exposição emocional. E quem consegue abraçar isso sai na frente.


O que é um talento, e por que ele não é o que você pensa

A metodologia que a Casa da Liderança usa é baseada em 70 anos de pesquisa da Gallup. O mapeamento identifica os talentos dominantes de uma pessoa, padrões naturais de pensamento, sentimento e comportamento que, quando usados intencionalmente, viram pontos fortes.

A probabilidade de encontrar outra pessoa com a mesma sequência dos cinco talentos dominantes é de uma em 33 milhões. Não existe cópia. Não existe substituição perfeita.

Mas há um ponto que Marina e Renata enfatizaram no episódio: talento sem intenção não gera resultado. O mapeamento é o ponto de partida. O trabalho vem depois.

Renata deu um exemplo pessoal: ela tem carisma como terceiro talento. Durante anos, usou esse talento sem perceber, sorria para executivos internacionais em reuniões tensas, criava proximidade imediata. Quando nomeou esse talento e começou a usá-lo com intenção, passou a chegar em eventos com uma estratégia clara: “hoje vou usar meu talento de comunicação e de positividade para criar conexões reais.”

A diferença entre fazer naturalmente e fazer intencionalmente é o que separa talento de ponto forte.


O que os dados da Gallup dizem sobre engajamento

A Gallup faz a maior pesquisa de engajamento do mundo há 30 anos. Os números do episódio são preocupantes:

  • O engajamento global nas empresas caiu de 30% para 23%
  • Apenas 23% dos gestores incentivam o uso de IA nas suas equipes
  • Equipes que trabalham com foco em pontos fortes têm até 12% mais produtividade

O gerente de linha, aquele “cargo do meio” que foi cortado em tantas reestruturações recentes, é responsável por até 70% do engajamento de um funcionário. Quando ele desaparece, o engajamento vai junto.

Resultado: hoje há diretores fazendo papel de analista, gerentes operando como supervisores de primeira linha, e líderes respondendo mensagens de WhatsApp no lugar de liderar.


IA, pontos fortes e o que não vai ser substituído

A pergunta que pautou a segunda metade do episódio: o que um profissional precisa desenvolver para se manter relevante num mercado transformado pela IA?

A resposta das duas foi consistente: a IA vai assumir tarefas repetitivas e processos executáveis. O que ela não vai fazer é gerar vínculo emocional, engajar um funcionário desmotivado ou resolver um conflito de liderança.

“Quando o cliente contrata seu serviço, ele não quer falar com a IA. Ele quer falar com você”, disse Renata. “Ele quer atendimento exclusivo e próximo. E cada vez mais exigente, porque agora ele tem um arsenal de ferramentas disponíveis.”

A IA também está criando um problema novo: a velocidade de resposta que ela oferece está moldando comportamentos humanos. Pedidos que antes esperavam dias agora precisam ser resolvidos em horas. A impaciência virou padrão. E quando uma IA trabalha 24 horas por dia e começa a delegar tarefas para humanos, os profissionais que não souberem dizer não vão colapsar primeiro.

A solução prática? Autoliderança. Planejar a semana. Separar 30 minutos para revisar prioridades. Entender que nem tudo que parece urgente é, de fato, importante.


Como funciona o mapeamento de talentos na prática

O processo começa com um teste que dura cerca de 40 minutos, precisa ser feito com foco total, sem interrupções. O resultado é um relatório detalhado dos talentos dominantes.

Mas o relatório sozinho não é suficiente. Por isso, a Casa da Liderança faz uma sessão de devolutiva, uma conversa aprofundada onde os talentos são traduzidos para o dia a dia real da pessoa: como cada talento aparece no trabalho, o que ele exige de contexto para funcionar melhor, e onde ele pode virar um ponto cego se não for gerenciado.

Para empresas, existe um workshop de mapeamento coletivo: toda a equipe é mapeada, os talentos são cruzados, e o líder passa a ter uma bússola real para extrair o melhor de cada pessoa, sem depender de intuição.

O dado da Gallup que justifica o investimento: empresas que trabalham com metodologia de pontos fortes registram ganhos de produtividade de até 12%.


Como entrar em contato com Marina e Renata

Site: www.casadalideranca.com.br
Linkedin: https://www.linkedin.com/company/casadalideranca/
Marina: https://www.linkedin.com/in/marinasoarescoach/
Renata: https://www.linkedin.com/in/renatarosendodelimacosta/

O primeiro passo é entrar em contato com a Casa da Liderança para acessar o teste e agendar a devolutiva.


Ouça o episódio completo
🎧 Spotify:https://open.spotify.com/episode/0SO2axxzRJ51OnI927
📺 YouTube:https://youtu.be/MKzNezVEQqg?si=idks21VfLpwe6WdI


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